Palestra em São Paulo: compras a granel

Na próxima terça-feira, 1º de outubro, a partir das 18h30, vou participar da quarta edição do Meetup Minimalismo e Lixo Zero São Paulo, onde mostrarei alternativas para reduzir a quantidade de resíduos na cozinha. Essas simples mudanças de hábito, além de evitar o desperdício de comida, também poderão lhe ajudar a fazer escolhas mais racionais e saudáveis. Nosso planeta, seu bolso e sua saúde vão agradecer. E deixo um spoiler: descasque mais e desembale menos!

Todo mundo será muito bem-vindo!!!

Mais detalhes e confirmação de presença: 11 94264-1122

O encontro será na Rua Heitor Penteado, a 10 minutos da estação de metrô Vila Madalena. 

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E se você pensa que acabou, ainda tem muita gente bacana que vai se apresentar na sequência:

Reaproveitamento integral de alimentos e compostagem em casa | 19h45

Palestrantes:

Cecília Lume é nutricionista. Trabalha com conceito de saúde e responsabilidade na cozinha do restaurante Banana Verde, participa do projeto COMO – Construindo ética alimentar e atua como nutricionista clínica.

Renan Demétrio é biólogo, professor e trabalha com gestão urbana de resíduos orgânicos em pequena e grande escala.

Consumindo alternativas | 20h30

Você sabia que existe uma opção além de grandes redes de supermercados e compras de cestas orgânicas que estão na moda? E se pudesse comprar orgânicos por preço justo e ainda apoiar pequenas agricultoras? Conheça alternativas de compra coletiva!

Facilitadora:

Glaucia é engenheira agrônoma que atua na construção coletiva de conhecimento em agroecologia e economia feminista e solidária. Faz parte da SOF (Sempreviva Organização Feminista).

Participe do grupo Minimalismo e Lixo Zero São Paulo. Inscreva-se aqui!

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Água de coco a granel? Sim, é possível!

Como parte da preparação para minha sexta maratona, tenho que tomar água de coco praticamente todos os dias até o final de julho. Aqui em São Paulo não existem coqueiros, mas é possível encontrar esse líquido rico em potássio em sua na versão natural, à venda dentro do coco verde ou em garrafas PET, ou uma infinidade de opções industrializadas, acondicionadas em caixas Tetra Pak de todos os tamanhos e formatos possíveis, que acompanham tampa e canudinho de plástico, lacre de metal.

Claro que esses materiais são recicláveis, mas como eu sempre digo, apesar de a reciclagem ser super útil e importante, não pode ser considerada a única solução por se tratar de um processo industrial complexo que demanda combustível, água e uma série de recursos naturais. Além disso, vale ressaltar que nem todo resíduo é reciclado embora seja reciclável. Na cidade de São Paulo, por exemplo, apenas 7% dos resíduos encontra o destino correto, segundo a Amlurb (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana).

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Então será que vale a pena comprar água de coco engarrafada ou encaixotada se já existe uma embalagem natural super resistente e, embora precise ser triturada, compostável? Para produzir menos lixo nessa situação e não depender da reciclagem, optei por reutilizar uma garrafa de vidro de 1,5 litro que um dia acondicionou suco de uva integral e comprei água de coco a granel. O balconista só precisou abrir três cocos e despejar o conteúdo na garrafa que já está sã e salva na geladeira de casa. Ele também partiu os cocos ao meio e retirou a polpa que é uma delícia e tem uma infinidade de nutrientes e vitaminas, que, se eu fosse detalhá-los, escreveria mais um parágrafo… ou dois… ou sei lá!

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O balconista enche minha garrafa reutilizável com água de coco enquanto a pia está cheia de copos plásticos descartáveis… nada é perfeito

Ainda sobre a embalagem Tetra Pak, que acabou virando sinônimo de “embalagem longa vida“, “embalagem cartonada” ou “caixa de leite“, seu processo de reciclagem é complicadíssimo.  Além de apresentar uma série de componentes prensados que devem ser separados uns dos outros, cada um deles possui características físicas e químicas distintas. Cada embalagem contém 75% de papel cartão, 20% de filme de polietinelo (PEBD) e 5% de alumínio.

Para finalizar – ou quase -, na minha opinião, água de coco industrializada tem gosto de remédio, apesar de os fabricantes afirmarem que os processos evoluíram bastante e a bebida está bem próxima do sabor natural. Mesmo assim continuo discordando e achando que água de coco em caixinha não tem sabor de água de coco.

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1,5 litro de água de coco natural na garrafa de vidro reutilizável

Se você quiser continuar consumindo água de coco sem gerar menos lixo, tente comprá-la a granel ou bebê-la diretamente do coco, mas, por favor, não use canudinhos de plástico descartáveis, ok?

 

5 dicas para produzir menos lixo comprando no supermercado

Levar para casa apenas a quantidade do produto que você precisa em embalagens reutilizáveis ajuda bastante a reduzir o desperdício e o descarte de resíduos e de embalagens. Em julho de 2016 contei como funcionam as compras a granel (leia mais aqui). No bairro onde moro, em Pinheiros, São Paulo (SP), há diversas opções e a minha preferida é o Empório La Granola. Abasteço meus potes de vidro e sacos de pano reutilizáveis com arroz, feijão, lentilha, azeitonas, temperos, nozes, farinha integral, frutas secas, aveia etc.

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Quinoa comprada a granel em saco de pano

Só que nem tudo é vendido assim tanto lá como em outros estabelecimentos do ramo. Embora as opções de lojas e de produtos a granel aumentem a cada dia que passa, dependendo da correria do dia a dia, nem todo mundo tem tempo, infelizmente, para ir a esse tipo de loja que também não chegou ainda em muitas cidades, bairros, ruas…

Então sobram os mercados, supermercados e hipermercados. Mas até mesmo nesses locais em que os produtos industrializados dominam as prateleiras, é possível fazer compras e diminuir – e muito! – a quantidade de lixo. Além de já sair de casa com sacolas retornáveis e planejar para não colocar no carrinho itens desnecessários, evitando assim o desperdício de tempo, dinheiro e calorias – que você não precisa ingerir -, fique atento às dicas abaixo:

1 – Inclua mais verduras, legumes e frutas e evite os alimentos processados e ultraprocessados

Os alimentos processados e ultraprocessados nem podem ser chamados de comida e sim de fórmulas. Isso mesmo, fórmulas! Um salgadinho sabor queijo ou uma bolacha recheada de “morango” são tão modificados industrialmente com a introdução de tantas substâncias capazes de modificar radicalmente sua composição que, se você ler os ingredientes, vai encontrar tudo menos alimentos. Essas fórmulas industriais embaladas em papelão e plástico – muitas vezes impossíveis de reciclar – contêm grandes quantidades de sódio, açúcar, gordura saturada e trans, conservantes e calorias proporcionam aumento de peso e podem provocar uma série de problemas de saúde, como diabetes, colesterol alto, doenças cardiovasculares, hipertensão, alergias, diversos tipos de câncer, AVC e por aí vai. Embora sejam opções muito mais baratas, em um futuro não muito distante a conta da farmácia poderá ir para as alturas.

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Frutas, legumes e verduras frescas, além de assombrosamente mais saudáveis que os “alimentos ultraprocessados, chegam até você em embalagens naturais que não são recicláveis, mas são compostáveis, o que é infinitamente melhor para o meio-ambiente. As cascas de laranja, banana ou melancia, só para citar alguns exemplos, já são perfeitas por natureza. Então pra quê fazer isso aí que aconteceu na foto abaixo? Ah, prefira orgânicos, embora exista muita gente interessada em dificultar sua comercialização.

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Mexerica, tangerina ou bergamota – você decide! – descascada vendida em bandeja de isopor embalada com plástico filme. Há necessidade disso?

Essa estratégia também vale para carne, peixe, frango e laticínios. Leve seu próprio pote ao supermercado, ao açougue ou à peixaria. Assim você evita levar para casa embalagens de plástico nem bandejas de isopor descartáveis e não precisará se preocupar com reciclagem. Assim como frutas, legumes e verduras, prefira sempre os orgânicos, caso os encontre.

2 – Prefira embalagens de papel ou de vidro

Não teve jeito, você está no supermercado e tem que comprar macarrão e molho de tomate. Dentre as opções disponíveis, escolha o macarrão que vem na embalagem de papelão, que pode ser reciclado mais facilmente que o plástico. Como eu já disse, há vários tipos de plástico e muitos não são recicláveis nem reciclados.

E para o molho? Claro que é melhor comprar tomates frescos e preparar o próprio molho, né? Se não for possível, opte pela marca que oferece potes de vidro. Esse material é 100% reciclável infinitas vezes. Como o pote do molho de macarrão não precisa ir para a reciclagem, você pode reaproveitá-lo para guardar tudo que quiser e – claro! – fazer compras a granel.

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Canela em pó armazenada no pote de vidro que originalmente continha melado de cana

3 – Opte por embalagens com maiores quantidades

Para alimentos duram bastante, como é o caso do macarrão do item acima ou os tradicionais arroz e feijão, evite levar para casa pequenas quantidades ou produtos embalados um a um. Por que não comprar cinco quilos de arroz e estocar adequadamente ou até mesmo uma garrafinha de 1 litro de iogurte em vez de um punhado de copinhos? Parecem pequenas atitudes, até insignificantes, mas, acredite, já fazem muita diferença!

4 – Cozinhe mais

Uma embalagem de comida pronta ou delivery não é apenas uma embalagem. Trata-se na verdade de uma coleção de embalagens. Apenas um pedido contém papelão, plástico e isopor, já reparou? E mesmo que você encaminhe tudo para a reciclagem, pouca coisa é aproveitada. Todo o material sujo não pode ser reciclado, desde um guardanapo de papel até a caixa de papelão para pizza com queijo grudado. Preparar a própria comida, além de diminuir a quantidade de lixo, é muito mais saudável.

5 – Plante a própria comida

Confesso que sou um desastre na jardinagem! Tenho apenas esse pé de manjericão que me ajuda na cozinha. Temperos à venda em supermercado vêm embalados em plástico, ou melhor, muito plástico. Mas se você tem mais habilidade que eu e espaço suficiente, além de temperos frescos, considere ter uma horta ou uma mini-horta em casa.

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Como reduzir a quantidade de lixo na hora de lavar roupas

É super simples usar a lavadora de roupas e produzir menos lixo. Basta trocar o sabão em pó por sabão de côco em barra e ralá-lo. O vinagre de álcool entra no lugar do amaciante. E o bicarbonato de sódio substitui o tira-manchas que serve – como dizem por aí – para deixar as roupas brancas ainda mais brancas. Claro que a lavadora precisa de energia elétrica para funcionar, mas o objetivo aqui, como disse antes, é produzir menos lixo – da melhor forma possível.

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Testei uma série de receitas caseiras de sabão em pó e líquido, mas, embora todas sejam muito boas, não consegui me adaptar a nenhuma delas. Então resolvi dar uma chance ao bom e velho sabão de côco em barra, só que precisei ralá-lo, o que é bem simples. Depois que consegui acertar a quantidade, não o troco por nada. Eu já o usava para lavar louça. Até já publiquei a receita de detergente que tem dado super certo (clique aqui para conhecê-la). Adianto que você também vai precisar de bicarbonato de sódio – é, parece que ele está por toda a parte! – água e álcool. Sim, são apenas quatro ingredientes!!!

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O ralador já sofreu a ação do tempo, mas continua desempenhando muito bem sua função. Não há a necessidade de descarta-lo para comprar outro

Mas voltando às roupas, a máquina de lavar aqui em casa tem capacidade para 10 quilos e eu procuro enchê-la o máximo possível para evitar o desperdício de água e de energia elétrica, diminuindo assim a quantidade de lavagens. Uma barra de sabão rende de três a quatro lavagens e serve para roupas, lençóis, toalhas de banho etc.

Para cada lavagem, além do sabão de côco ralado, adiciono o vinagre de álcool – a medida é a do reservatório reservado ao amaciante. Para as roupas brancas, coloco duas colheres de chá de bicarbonato. Mas tanto a quantidade de bicarbonato de sódio quanto a de sabão podem variar dependendo do estado em que as roupas se encontram, ou seja, se estão mais ou menos sujas ou encardidas.

Só preste atenção na hora de comprar o vinagre de álcool. Leve para casa sempre o incolor porque há opções com corante que, obviamente, mancham as roupas.

Será que precisamos de produtos de limpeza vendidos como super eficientes e poderosíssimos, mas repletos de aditivos químicos extremamente nocivos para o meio ambiente e para nossa saúde? Eu acho que não. E você, o que acha?

Experimente ler o rótulo desses produtos à venda em qualquer supermercado e compare com o sabão de côco, o vinagre e de álcool e o bicarbonato de sódio. O bicarbonato de sódio é apenas bicarbonato de sódio, né? E melhor ainda, dá para comprá-lo à granel.

Embora o sabão de côco em barra e o vinagre de álcool sejam vendidos em embalagens, a quantidade de lixo, no final das contas, é bem menor do que se levássemos para casa os produtos de limpeza das prateleiras dos supermercados. Mas preste atenção na composição do sabão de côco, porque há marcas que vendem versões cheia de aditivos desnecessários. No caso do vinagre, o ideal seria comprá-lo à granel, mas enquanto isso não aparece por aqui, opte pelos frascos feitos com PET, que são recicláveis.

Ao longo do tempo percebi que esses produtos de limpeza super eficientes e poderosíssimos, além de serem prejudiciais ao meio ambiente e à nossa saúde, são extremamente agressivos para as roupas e as danificam rapidamente. E aí o que acontece? Bom, somos obrigados a comprar roupas novas para repor aquelas que já não servem mais. Não seria melhor aumentar a vida útil das roupas? Lembre-se que consumo exagerado é sinônimo de mais lixo circulando por aí!

O detergente feito em casa com 4 ingredientes

Louça precisa ser lavada. Não tem jeito! Digo isso porque nunca gostei muito de executar essa tarefa. Mas fazer o quê, né? Uma das coisas que me incomodava, além do trabalho em si, era comprar detergente em frascos de plástico. Embora sejam recicláveis, a reciclagem é um processo complexo que demanda muita energia e recursos naturais. Ao preparar em casa – ou no apartamento – o próprio detergente, não precisamos mais nos preocupar com embalagens nem com aditivos químicos que poluem e fazem mal à saúde.

Bastam quatro ingredientes para preparar um poderoso lava-louças líquido que limpa e tirar a gordura – até a mais profunda e grudenta – de talheres, pratos, panelas e demais utensílios domésticos.

  • uma barra de sabão de côco (100g)
  • 1,5 litro de água
  • uma colher de sopa de bicarbonato de sódio
  • 25 ml de álcool

As quantidades podem variar de acordo com sua necessidade. Para fazer mais ou menos detergente, aplique a boa e velha regra de três. Se quiser deixá-lo mais concentrado, diminua a quantidade de água. Adianto que esse detergente fica mais líquido que a versão industrializada, mas funciona que é uma beleza!!!

Ainda há um quinto ingrediente: gotas de óleo essencial da fragrância que preferir. Eu optei por não inclui-lo no preparo, então minha versão obviamente não tem perfume. Tente usar o sabão de côco mais “puro” possível, sem tantos aditivos químicos com nomes indecifráveis. Aliás, você já reparou que boa parte dos detergentes à venda tem uma lista enorme de componentes que, para muita gente, podem causar alergias e são prejudiciais ao meio ambiente? Ainda não? Então se tiver um tempinho dê uma olhada e descubra que tem muita coisa que não é nada legal.

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Bicarbonato de sódio – comprado à granel

Já existem marcas mais sustentáveis, mas ainda são muito caras e vêm acondicionadas em embalagens de plástico. Até já falei neste sobre uma opção retornável neste blog (Clique aqui para conhecê-la). Porém, reduzir as embalagens e fazer em casa o próprio detergente é ainda mais sustentável.

Então, sem mais delongas, vamos ao modo de preparo:

Rale o sabão de côco e o coloque na panela com meio litro de água quente. Mexa a mistura para ajudar a dissolver o sabão e vá despejando o restante da água. Em seguida, acrescente o bicarbonato de sódio. Deixe esfriar e adicione o álcool. Aproveite embalagens de plástico (se não tiver outra opção) ou de vidro para acondicionar seu detergente caseiro com apenas quatro ingredientes – ou cinco, se desejar incluir as gotas de óleo essencial.

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Sabão de côco ralado – talvez essa seja a etapa mais trabalhosa, mas não leva nem cinco minutos para conclui-la.

Sua louça vai ficar limpinha, você não precisará mais descartar embalagens de plástico, poluirá menos o meio ambiente e sua pele ficará livre de agentes irritantes e/ou alergênicos. E não se esqueça de usar a bucha vegetal. Já falei sobre esse assunto aqui!

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Eis o poderoso detergente. O preparo é mais rápido que enfrentar a fila do caixa no supermercado!

Claro que para fazer o detergente caseiro com apenas quatro ingredientes, há produção de lixo, mas muito pouco. O sabão de côco veio em uma caixinha de papelão que será dedicadamente encaminhada à reciclagem. Já o álcool veio em um frasco de plástico, que também é reciclável. Porém, se considerarmos que contém 1 litro e só precisei de 25 ml, o impacto é bem menor, já que poderei contar com ele para muitas preparações de detergente e para uma infinidade de usos. E o bicarbonato de sódio foi comprado à granel.

Quando a praticidade não é tão prática assim e produz mais lixo do que deveria produzir

Dia desses, enquanto assistia a alguns vídeos no YouTube, surgiu um anúncio sobre um tal “jeito revolucionário para preparar filés de frangos deliciosos em apenas dez minutos sem fazer sujeira nenhuma”. O produto, ainda exclusivo para o estado de São Paulo, consiste em um envelope de plástico que traz quatro folhas de papel cobertas com temperos. Há três opções disponíveis: alho e cebola, ervas finas e tomate e ervas. Basicamente o consumidor precisa envolver o filé de frango em uma das folhas para cozinhá-lo na frigideira.

Ah, quer saber que anúncio é esse? A revelação está no final deste texto!

No entanto essa “revolução” que também se vende como “inovadora” acaba produzindo lixo desnecessário e não é tão prática assim. Embora o fabricante informe em seu site que a folha seja reciclável, há um tremendo equívoco, pois qualquer papel, como guardanapos usados, por exemplo, sujo contamina aqueles que estão limpos, inviabilizando a reciclagem.

E há um detalhe importante sobre a embalagem. O tipo de plástico empregado, indicado pelo símbolo “7 – Outros”, é, nesse caso, o BOPP – bi-axially oriented polypropylene ou película de polipropileno biorientada. Considerado não-reciclável pela prefeitura da cidade de São Paulo, as cooperativas que recebem material reciclado não o recolhem. O BOPP, portanto, tem como destino os aterros sanitários. Conversei com o pessoal que toma conta do Ecoponto do Quitanda, mercado no bairro de Pinheiros, em São Paulo/SP, onde levo o lixo reciclável, e a história foi confirmada: esse tipo de plástico não vai para a reciclagem, infelizmente! Até já existem estudos atestando que o material é 100% reciclável, mas, enquanto esse tipo de plástico não é reciclado por aqui, o que fazer?

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Já contei um pouco sobre os tipos de plástico aqui.

Basta ir reduzindo o consumo desse tipo de material até, se possível, eliminá-lo do dia a dia. Sei que não é simples fazer isso e essas mudanças não acontecem em um piscar de olhos, mas vale a pena tentar. Mudar é importante, mesmo que o início seja lento, pois a direção – creio eu – é mais importante que a velocidade.

Aliás, não seria mais interessante comprar os temperos e preparar o próprio frango da forma como achar mais gostoso e saboroso sem precisar depender de receitas padronizadas?

Verifiquei que cada embalagem do produto custa de R$ 4 a R$ 9, ou seja, cada folha sai de R$ 1 a R$ 2,25. Comprar os temperos – a granel, por favor, para reduzir ainda mais o lixo produzido – e as ervas frescas, pesa menos no bolso. Faça as contas e veja que o preço do tempero feito em casa, considerando cada preparo, não vai chegar nem perto de R$ 1.

Além disso, dá para deixar de lado alguns ingredientes contidos nas folhas que não são tão interessantes assim, como gordura vegetal, óleo de girassol – prefiro azeite ou óleo de coco -, proteína de trigo hidrolisada, açúcar, aromatizantes e regulador de acidez ácido cítrico. O fabricante ainda alerta que o produto pode conter derivados de leite e de trigo, além de peixe, ovo, soja e aipo!!! Muito estranho, né? Quando eu faço frango com tomate e ervas, eu não incluo peixe, ovo, soja ou aipo no tempero.

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O preparo, de acordo com a embalagem e toda a publicidade envolvida, não leva mais do que dez minutos. Nesse ponto há um fato curioso. Antes de o produto ser lançado ou até mesmo sem utilizá-lo, tirar o filé de frango da geladeira, temperá-lo com sal, pimenta do reino, manjericão, tomate, cebola, alho e azeite e colocá-lo na frigideira – e limpá-la depois -, também não são necessários mais do que 600 segundos ou os tais dez minutos, como preferir.

Eu não conheço nem uso aromatizantes ou proteína de trigo hidrolisada!

Saindo do tempero e partindo para os filés de frango, é possível comprá-los sem produzir tanto lixo. Basta levar seu próprio recipiente com tampa ao supermercado, mercado, açougue ou feira e pedir para que a pessoa por trás do balcão o posicione sobre a balança para tará-lo (soa estranho, mas é esse mesmo o verbo: tarar!) antes de colocar os filés de frango e tampá-lo. Assim, você não leva para casa bandeja de isopor nem plástico filme de PVC. O pote, depois de lavado, continua servindo para armazenar outros produtos.

Claro que tudo isso que eu escrevi aqui não vale apenas para essa tal folha temperada que se vende como “inovadora”, “revolucionária” ou qualquer outro adjetivo que tenta justificar sua “praticidade” e seu “inigualável” sabor. Você já deve ter visto propaganda de suco de laranja em caixinha, né? Ele também é vendido como prático, saudável e etc. Mas antes de comprá-lo veja bem qual é o material empregado na embalagem. Preste atenção também nos ingredientes. Por acaso tem só laranja? Hum, eu acho que não. E o que é mais gostoso? Suco natural feito na hora ou a opção industrializada? Será que é tão difícil assim preparar suco de laranja em casa? Por fim, faça as contas e veja o que sai mais em conta: um quilo de laranjas ou um litro de suco em caixinha?

Eu nunca vi propaganda de laranja, maçã, banana, melão, milho, abóbora, abobrinha, berinjela e por aí vai, porque não precisam. Além de serem autenticamente saudáveis suas embalagens são autenticamente naturais e compostáveis. No entanto, há uma infinidade de anúncios de bebidas açucaradas, comida congelada super prática, barrinhas de cereal que, na verdade, não quase tem nada de cereal, biscoitos dos mais variados tipos e sabores etc etc etc. Existem, inclusive, as opções que se justificam como saudáveis e que até prometem auxiliar no emagrecimento. E tudo isso vem muito bem embalado em camadas e mais camadas de papel, plástico e metal, que, como já disse antes, muitas vezes não podem ser reciclados ou não são recicláveis.

Lembre-se que a reciclagem é um processo caro e complexo! Antes de reciclar aplique a fórmula 4R + C = Desperdício Zero, na qual, as letras R, representam, nesta ordem e sempre nesta ordem, Recusar (aquilo que você não precisa e pode virar lixo), Reduzir (aquilo que você precisa e está em excesso), Reutilizar (aquilo que for possível reutilizar) e Reciclar (aquilo que você não pode recusar, reduzir e reutilizar, mas precisou comprar). A letra C se refere a Compostar (aquilo que sobra e é compostável).

Muita gente já me disse que essa enxurrada de publicidade não serve para nada. Na verdade, acho que, na pior das hipóteses, tem a função de nos alertar para aquilo que está aí à disposição para ser consumido e seus impactos na nossa saúde e no meio-ambiente. Antes de comprar qualquer coisa, reflita…

Clique aqui para assistir ao anúncio citado no primeiro parágrafo.

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8 dicas para produzir menos lixo

A cada dia que passa, descubro e aprendo novas formas de diminuir o lixo que produzo. Por enquanto, compartilho oito dicas que, se adotadas, mesmo que aos poucos, já vão fazer uma grande diferença para evitar o desperdício e, assim, transformar a casa, a rua, o bairro, a cidade, o estado, o país, o continente e, claro, o planeta onde vivemos em um lugar melhor. Isso soa meio clichê… na verdade, muito clichê, mas não é legal saber que um pedaço de sacola plástica pode ir parar no estômago de um animal marinho ou que uma garrafa PET é capaz de entupir um bueiro. Não precisamos depender de ninguém para começarmos a mudar nossa realidade para melhor.

1 – Simplifique sua vida

Você precisa mesmo comprar mais um par de sapatos se já tem quinze? Mesmo sem nem conseguir guardá-los direito no armário? Um fica por cima do outro e não dá para alcançar alguns que estão lá no fundo. E tem um sapato (ou mais de um, quem sabe) que só deu para usar uma ou duas vezes porque seu pé ficou machucado. Claro que essa situação não vale apenas para sapatos! Dê uma volta pela sua casa ou apartamento e reflita sobre seus pertences e suas necessidades. Evite acumular coisas que não precisa, como contas de telefone do tempo em que nem existiam smartphones, que, agora, só entopem as gavetas, eletrodomésticos quebrados que ocupam espaço no armário da cozinha, medicamentos e cosméticos vencidos e esquecidos no banheiro etc. Dê um jeito de doar aquilo que já não é útil para você, mas pode ter serventia para outras pessoas, vender aquilo que está em bom estado e pode servir perfeitamente para outras pessoas, consertar coisas que ainda são úteis para você, ajustar roupas que ficaram largas, mas ainda estão ótimas (que tal levar aquela calça quase nova para um alfaiate ou uma costureira?) ou reciclar aquilo que realmente já não serve mais para nada, só para ocupar espaço e atrapalhar sua vida. Excesso causa desorganização no ambiente em que vivemos ou trabalhamos. A desorganização, por sua vez, leva à perda de tempo e, portanto, desperdício de energia que poderíamos empregar em atividades que realmente importam.

2 – Recuse artigos descartáveis

Sei que às vezes é bem complicado não aceitar canudinhos, copos plásticos ou guardanapos de papel. Não tem jeito, a gente nem precisa pedir e eles chegam até nós. Mas, quando possível, diga não, sem se esquecer de ser gentil – é claro!

No vídeo abaixo, Rob Greenfield passou um mês em Nova York “vestindo” o lixo que produzia. Ele aceitou tudo que lhe ofereciam, como canudos, copos, garrafas, sacolas plásticas e panfletos, e não jogou nada fora. Pelo contrário, carregou tudo em uma roupa projetada para mostrar como o lixo ocupa espaço, porque, descartamos aquilo que já não tem mais serventia e esquecemos que aquele inocente copinho de café descartável não se desintegra quando vai para a lata de lixo. Nesse experimento, ele viveu como um americano médio que, diariamente, produz cerca de dois quilos de lixo por dia. Em um mês, portanto, são 60 quilos! Para tudo que é descartável, há sempre uma alternativa que não é descartável. Que tal usarmos nossas próprias garrafas, copos ou canecas? E o guardanapo de papel? Bom, há sempre o bom e velho guardanapo de pano, né? Lavou tá novo! Claro que isso não resolve o problema, mas já diminui bastante a quantidade de lixo por aí.

3- Carregue sua própria sacola

Ter sempre à mão uma ecobag – prefiro chamá-la de sacola de pano – na bolsa, na mochila ou no porta-mala do carro, elimina a necessidade de levar para casa sacolinhas plásticas. Embora algumas dessas sacolinhas, principalmente aquelas distribuídas em supermercados – sejam oxidegradáveis, ou seja, prometem ser de rápida decomposição, elas não são tão bacanas assim quanto parecem. Além de suas partículas não se decomporem totalmente, porque não são 100% biodegradáveis, podem contaminar peixes e outros animais até entrarem na cadeia alimentar humana. Só os seres humanos sabem o que é uma sacola; os outros animais não têm condições de diferenciar uma sacola de um pedaço de alimento, seja ele qual for! Não é à toa que a tartaruga da imagem abaixo foi fotografada com um pedaço de saco plástico na boca, né?

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4 – Prefira alimentos naturais

Será que vale a pena comprar um pacote de macarrão instantâneo sabor legumes que fica pronto em apenas três minutos? Preparar um macarrão de verdade, que leva em sua composição apenas farinha, água e ovos e um molho – de verdade também! – com legumes frescos é tão prático e rápido quanto essa opção que fica pronta em três minutos. A massa da opção instantânea é feita basicamente de gordura, por isso que fica pronta tão rápido, e ainda contém uma série de ingredientes misteriosos, como “estabilizantes tripolifosfato tetrassódico”. O molho, que na verdade é um pozinho colorido, vem entupido de sódio.

A jornalista Francine Lima prova, no vídeo abaixo do canal Do campo à mesa, que, sim, é possível fazer comida de verdade, com ingredientes de verdade, de forma prática e rápida sem gastar rios de dinheiro. Não se engane! O macarrão instantâneo não é tão barato quanto parece, viu? Quase me esqueço de dizer que as embalagens plásticas tanto do macarrão, quanto do pozinho que vira molho, embora sejam feitas de plástico, não são recicláveis. É isso mesmo! Nem todo plástico é reciclável. E alguns tipos de plástico, quando chegam às cooperativas são descartados como lixo comum, porque, em alguns locais no Brasil, ainda não há tecnologia para reciclá-los. Portanto, os ingredientes fazem mal à saúde e as embalagens podem causar problemas ambientais.

Você já viu um comercial sobre tomate ou cenoura na TV? Algo como “Coma cenoura que faz bem à saúde!”. Claro que não, né? É óbvio que comer cenoura faz bem à saúde. Só que há uma infinidade de comerciais de comida processada cheia de ingredientes artificiais que tentam justificar – ou criam justificativas – como fazem bem para a saúde ou são indispensáveis no dia a dia. Ou seja, comida de verdade não precisa de propaganda. Porém, a comida que não é tão de verdade assim precisa de muita publicidade. É a velha tática do “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Sabe quem inventou isso? Não? Copie e cole essa frase no Google caso tenha curiosidade em descobrir.

5 – Faça compostagem

Ao consumir mais comida de verdade, deixando de lado as opções industrializadas, a quantidade de papel, plástico, metal e vidro tende a diminuir consideravelmente. Por outro lado, vão sobrar mais restos de frutas, vegetais, hortaliças e legumes. Caso jogue tudo no lixo comum, esse material vai direto para o aterro sanitário mais próximo da sua casa e você vai perder – acredite! – um poderoso fertilizante. Para obtê-lo, basta contar com a ajuda de minhocas. Sim! Minhocas que vivem em uma composteira doméstica, também conhecida como minhocário. Esses pequenos animais transformam os restos de alimentos em chorume, um poderoso fertilizante para plantas, flores, jardins e até hortas.

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Caso não tenha espaço em casa para fazer compostagem ou não quiser conviver com as minhocas, há pelo menos outras duas alternativas. Uma delas é levar os resíduos orgânicos para o pátio de compostagem da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo, ou, em Porto Alegre, chamar a Re-ciclo, uma empresa que busca, de bicicleta, esse material na casa dos clientes  e o transforma em adubo. Por enquanto só conheço essas opções. Caso saiba de outras, por favor, deixe-as nos comentários.

6 – Consuma menos, compre com mais qualidade

Diminuir o consumo não significa deixar de gastar dinheiro com aquilo que precisamos. Temos que comer, nos vestir, estudar, trabalhar, nos divertir etc. Mas devemos refletir sobre nossas ações e evitar o desperdício. Pode parecer repetitivo, já que na primeira dica mencionei sapatos, mas atualmente, há sapatos e outras peças do vestuário cada vez mais baratas que não chegam a durar uma estação. São tão descartáveis quanto talheres de plástico de um restaurante fast-food. Essas roupas que, além de perderem a graça, desbotam ou ficam deformadas depois de poucas lavagens, fazem parte da tendência fast fashion. Sem graça, desbotadas e deformadas, elas já não servem mais e deixam o armário entupido, vão para a doação ou até mesmo são descartadas como lixo comum e acabam enchendo ainda mais os aterros sanitários. Cada vez mais peças são confeccionadas com tecidos sintéticos, como o poliéster, que, por ser um material plástico – derivado do petróleo -, provoca uma série de impactos ambientais. E durante a lavagem, esses tipos de tecidos soltam microfibras de plástico, que chegam aos mares e oceanos e contaminam animais da base da cadeia alimentar marinha, como o plâncton. Já falei aqui neste blog sobre as microesferas de plástico, que não são muito diferentes das microfibras de plástico, e estão presentes em cosméticos, pastas de dente e sabonetes.

Além disso, as roupas, em aterros sanitários, liberam uma verdadeira mistura tóxica de poluentes, como carbono e metano. Vale mais a pena, tanto para o bolso quanto para a consciência ambiental, ter menos peças e de qualidade e durabilidade superiores. Além de durarem mais, você não vai precisar repô-las o tempo todo. E sempre que possível ajuste ou conserte suas roupas. Tem  um monte de costureiras e alfaiates por aí prontos para ajudar. Também vale a pena comprar peças de segunda mão, viu? Lembrando que isso não vale apenas para roupas. Aplique esse raciocínio para eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos, móveis… bom, vou parar por aqui. Acho que já deu para entender, né?

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7 – Recicle com consciência

Separar vidro, papel, plástico, metal e resíduos orgânicos representa apenas uma das muitas partes que envolvem o complexo e oneroso processo de reciclagem. Embora hoje em dia quase tudo seja reciclável, mesmo aquilo que pode ir à reciclagem pode não ser reciclado. Isso vale, entre outros materiais, para as elegantes e práticas cápsulas de café expresso. Feitas de plástico e alumínio, elas preenchem, na teoria, todos os requisitos para serem recicladas. Mas, na prática, como o processo é extremamente caro e trabalhoso, a reciclagem acaba não acontecendo. Uma matéria publicada no jornal O Globo – clique aqui para lê-la – mostra porque vale a pena pensar duas vezes antes de tomar aquele cafezinho de cápsula. Se for possível, opte pelas opções coadas ou prensadas. Lembrando que ao utilizar a prensa francesa ou a cafeteira italiana, além da bebida só vai restar a borra do café que pode ir direto para a compostagem, ou seja, alimenta as minhocas do minhocário. E o filtro do café coado também tem acesso livre no minhocário. Eu preferi, depois que minha cafeteira elétrica parou de funcionar, deixar de lado os coadores e usar uma Prensa Francesa.

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Aquelas etiquetinhas grudadas nas cascas de frutas, legumes e verduras, que servem para informar a procedência e o produtor, não são recicláveis em hipótese nenhuma. Nem adianta considerá-las um tipo de plástico, porque, quando chegam às cooperativas, são descartadas como se fosse lixo comum e vão parar em aterros sanitários.

Quando entendemos que determinadas coisas são recicláveis e outras não, passamos a repensar o consumo. Assim, deixamos de jogar o toda a responsabilidade nas costas da reciclagem. Ao consumirmos com mais responsabilidade, descartamos melhor. Depois que passei a fazer compras a granel – utilizando meus próprios potes -,  e deixei de comprar tanta comida industrializada embalada em papelão, plástico, alumínio, e por aí vai, a quantidade de lixo reciclável diminuiu. Por outro lado, ao substituir a comida industrializada por legumes, verduras e frutas frescas e, de preferência, orgânicos, claro que a quantidade de cascas, caroços, só para citar alguns exemplos, aumentou . Sorte das minhocas que vivem na minha composteira e das plantas que se nutrem com o chorume produzido por elas. E, por favor, abra mão de sacolas e embalagens descartáveis quando você for em lojas, supermercados e farmácias. Podemos carregar na mão ou em sacolas de pano muitas coisas. Esse parágrafo está bem repetitivo – desculpe! Já falei sobre tudo isso nesta postagem, mas acho que é sempre bom reforçar alguns hábitos que fazem a diferença.

8 – Espalhe essas ideias

Se você chegou até aqui – sim, este é o último item! – e acha que outras pessoas devem ler essas dicas, por favor, compartilhe-a. Use as redes sociais ou converse pessoalmente com seus amigos e amigas sobre esses assuntos. Tente, aos poucos, mudar sua rotina. Nada acontece do dia para a noite nem da noite para o dia. Pequenas mudanças, já fazem uma grande diferença para vivermos em um mundo com menos lixo (por favor!) e sem tanto desperdício. Lembre-se o aprendizado e as descobertas de novas possibilidades e alternativas é constante.

Caso tenha mais dicas, sugestões e críticas, deixe-as nos comentários ou mande um e-mail para danielnavarro@ig.com.br