A escova dental de bambu fabricada no Brasil

Parei de comprar escovas de dente com cabo de plástico em 2016, quando encontrei modelos feitos com bambu. Desde então várias opções apareceram no mercado – brasileiras e estrangeiras -, mas hoje recebi duas Eco Boo, da OralClear. Embora sejam fabricadas em Goiânia (GO), a matéria-prima ainda é importada. O departamento comercial da marca, porém, assegurou que está negociando para que até o final deste ano o material empregado na produção “seja 100% nacional”.

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Como o plástico, além de ser um derivado do petróleo e precisar de muita energia para ser processado, leva cerca de 400 anos para se decompor e, enquanto isso, libera toxinas prejudiciais ao meio ambiente. Não é à toa que a embalagem da EcoBoo traz uma reflexão: “A primeira escova de dente que seus pais usaram, ainda não se decompôs”. Aliás, essa caixinha da foto será encaminhada imediatamente à reciclagem. O bambu, por outro lado, é a planta de crescimento mais rápida do planeta, podendo crescer mais de um metro por dias nas condições ideais. Além disso, outros colmos – como são chamados os caules do bambu – podem crescer da mesma raiz. Dessa forma, a planta dispensa pesticidas e agrotóxicos.

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As cerdas de todas as escovas dentais – de plástico ou de bambu – ainda são feitas de plástico, inclusive as da Eco Boo, mais precisamente PBT (polibutileno tereflatato). O cabo da escova de bambu é compostável, portanto dá para enterrá-las em um jardim ou colocá-las em uma composteira ou minhocário. As cerdas, no entanto, devem ser retiradas do cabo – eu uso um alicate – e encaminhadas à reciclagem.

Recebi duas escovas de dente Eco Boo da OralClear, então uma delas será sorteada em breve no Instagram do blog Menos Lixo, Por Favor!.

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Não jogue radiografias no lixo

Para correr maratonas com segurança e prevenir lesões, vou a uma ortopedista que periodicamente solicita exames de imagens. Como em pouco tempo eu acumulei uma verdadeira coleção de chapas de raio-x da coluna e dos joelhos, decidi encaminhá-las à reciclagem. Mas antes de descartá-las, a médica disse que eu deveria guardar os laudos, pois eles contêm as informações suficientes para o acompanhamento do meu caso.

As radiografias são feitas a partir de uma chapa de acetato – um tipo de plástico – coberta por uma fina camada de grãos de prata. Portanto, quando não são descartadas corretamente contaminam o solo, a água e o ar. Na reciclagem o plástico extraído se transforma em embalagens e a prata serve como matéria-prima para joalherias.

Claro que embalagens de plástico e joias de prata não representam uma solução definitiva para essa questão, porque a reciclagem demanda muita energia e recursos, mas essa alternativa já evita problemas ambientais gravíssimos. Felizmente muitos locais já realizam exames radiológicos com equipamentos de digitalização de imagens que apresentam mais resolução, melhor visibilidade e são armazenadas em computadores ou em discos rígidos. Quando eu fraturei o dedinho do pé direito em 2012 não precisei trazer a chapa para casa.

Se você leu o texto até aqui, deve estar se perguntando: quais locais recebem as tais radiografias e as encaminham para empresas capazes de reciclá-las? Eu fiz a mesma pergunta a mim mesmo, porque não sabia. Então acessei o site eCycle – www.ecycle.com.br. Logo ao abrir a página você vai ver dois campos com duas perguntas: “O que precisa descartar?” e “Onde deseja descartar?”. Escreva o tipo de resíduo – há uma infinidade de opções -, seu CEP e clique no botão “Buscar”. Pronto! Em um piscar de olhos, outra página se abre e revela as opções mais próximas de você. No caso das chapas de raio-x, pelo que pude perceber, vários laboratórios, clínicas e hospitais os recolhem.

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