A urna para reciclagem de roupas

Eu tinha algumas meias que não valiam mais a pena serem remendadas, mas não sabia o que fazer com elas. Jogá-las fora nem pensar, porque esse negócio de “fora” não existe! Qualquer coisa descartada ou, como estamos acostumados a dizer, jogada no lixo vai parar em algum lugar. Felizmente, depois de uma ajudinha do Google, encontrei uma alternativa para minhas meias esburacadas. A C&A, desde setembro de 2017, mantém o Movimento ReCiclo, que recebe roupas em boas condições para reuso e peças que não podem ser reaproveitadas. Fui à loja da Rua Augusta, em São Paulo (SP), perto da Avenida Paulista, e, embora estivesse escondida em um canto sombrio, na frente de uma porta, atrapalhando a passagem de funcionários, a urna, ou caixa, se preferir, estava lá de boca aberta para receber as tais meias esburacadas.

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Entre uma cadeira e uma porta, ainda havia um cabide esquecido ao lado da boca da caixa

A urna aceita peças de roupa limpas, mas há algumas restrições.

O que vale:

  • roupas em bom estado (camisa, camiseta, calças, casacos, meias etc);
  • roupas de cama e mesa;
  • roupas rasgadas;
  • tecidos e retalhos;
  • biquinis, maiôs, sungas e cangas;
  • peças de lã e crochê;
  • bonés, cachecóis e lenços.

O que não vale:

  • chapéus e acessórios de cabelo;
  • calçados;
  • peças de couro, qualquer tipo de pele ou imitação;
  • mochilas e bolsas;
  • bijuterias;
  • artigos infantis, como ursos de pelúcia, bonecas etc;
  • roupas íntimas e toalhas de banho.

Para ver a relação de lojas que participam do Movimento ReCiclo e o regulamento completo, clique aqui! Segundo a C&A, essas urnas estão disponíveis em mais de 80 lojas pelo Brasil. Claro que a iniciativa não resolve o problema dos resíduos têxteis, mas já vale como uma opção para doação de roupas que serão reaproveitadas ou recicladas.

As roupas em boas condições chegam ao Centro Social Carisma, que organiza bazares sociais e reverte a renda da venda dos produtos para os programas desenvolvidos pela organização. As peças imprestáveis, como minhas meias furadas, são destinadas à Retalhar, empresa que as higieniza, retira e envia os aviamentos à reciclagem e, por fim, encaminha o tecido para desfibração. Esse material segue para a industria automobilística e da construção civil ou para cooperativas de costureiras.

Mas antes de procurar uma caixa do Movimento ReCiclo ou se não tiver uma iniciativa parecida com essa perto de onde você mora ou trabalha, caso não queira uma peça de roupa ou acessório, faça antes a seguinte avaliação:

  • É possível reformar ou consertar essa peça para aumentar seu tempo de uso?
  • Será que vale a pena revendê-las ou doá-las?
  • Consigo transformá-la em outra coisa? Uma camiseta pode virar pano de chão, por exemplo. Nesse caso também vale a criatividade, o que não é muito o meu forte!

Além disso, evite comprar por impulso. Tanto a C&A como uma infinidade de outras marcas são sinônimo de fast fashion, ou, em uma tradução bem livre, roupas baratas e descartáveis. Só no Brasil, estima-se que são geradas 170 mil toneladas de resíduos têxteis por ano, sendo que 80% delas vão parar em lixões e aterros sanitários. A decomposição de tecidos é um processo que pode levar meses ou até centenas de anos, como é o caso das fibras sintéticas a base de poliéster e derivados do petróleo. Esses resíduos podem contaminar o solo, a água e o ar.

Portanto, antes de pensar em jogar fora, consuma com consciência e gere menos lixo!

Antes de jogar fora sua Havaianas, leia este post – parte 2

Um dos assuntos com mais repercussão neste blog não sai do pé de brasileiros, brasileiras, estrangeiros e estrangeiras. Recebi uma foto de uma leitora que apenas se identificou como Bia. Ela contou que trabalha com projetos sociais e recebeu uma doação meio capenga, que para alguns significaria apenas lixo. Mas ela precisou apenas de um preguinho para dar vida nova a um par de sandálias havaianas rejeitado por seu antigo dono ou dona

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Olha só o preguinho segurando o suporte da tira que se rompeu

Clique aqui para ver outras sugestões de como aumentar a vida útil das sandálias sem precisar descartá-las.

E você, tem mais alguma dica? Não precisa ser apenas para sandálias havaianas. Se sim, mande-a para mim no e-mail danielnavarro@ig.com.br, no Facebook – https://www.facebook.com/menoslixopf/ – no Instagram – @menoslixo_porfavor ou deixe-a aqui nos comentários.

 

Antes de jogar fora sua Havaianas, leia este post

Quando contei aqui e no Instagram que uma das tiras da minha Havaianas se rompeu depois de cinco anos de bons serviços prestados e que o programa de reciclagem da marca é bem fraquinho, recebi dicas de como aumentar a vida útil das sandálias sem precisar descartá-las:

millalunardi – A do meu noivo aconteceu isso e ele queimou a pontinha e fez o formatinho redondo pra continuar segurando, e segue usando para não jogar fora.

michele_lcavalcante – A da minha mãe quebrou também, então dei uma sugestão de usarmos umas tiras de tecido para fazermos outras. Fizemos e ficou muito legal. Menos um lixo!

sformagio – Sabia que em feiras livres aqui em São Paulo há sempre uma barraquinha que vende pares de tiras?

vivian.barelli – Troque a tira rompida e use mais alguns anos. Existe à venda em várias cores.

Muito obrigado, pessoal!!!

E você, tem mais alguma dica? Se sim, mande-a para mim no e-mail danielnavarro@ig.com.br, no Facebook – https://www.facebook.com/menoslixopf/ – no Instagram – @menoslixo_porfavor ou deixe-a aqui nos comentários.

 

 

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Iniciativa da Havaianas recicla pouco e tem divulgação fraca

Nos anos 1970, o humorista Chico Anysio estrelava anúncios na TV, no rádio e em jornais e revistas nos quais garantia que os chinelos mais populares do país – e talvez do mundo – “não deformam, não soltam as tiras e não têm cheiro”. Mas, em 2017, depois de cinco anos de bons serviços prestados aos meus pés, uma das tiras do meu par de Havaianas se rompeu. Para fazer o descarte da melhor forma possível, entrei em contato com o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) e com a assessoria de imprensa da marca.

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De cara, recebi uma reposta-padrão bem vaga do SAC e precisei insistir para não desistir. Depois de vários e-mails e telefonemas, descobri que as sandálias, quando chegam ao fim da linha, podem ser levadas a caixas-coletoras presentes em algumas lojas da marca. A Haiah, empresa parceira da Havaianas nessa iniciativa, recolhe o material e o transforma em pisos para escolas e tapetes para playgrounds, que são doados a projetos sociais.

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Caixa-coletora da loja da rua Gaivota, em São Paulo (SP). A ideia é muito parecida com a iniciativa da Adidas que a suspendeu em 2017 como já comentei aqui

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem… ou melhor, nem tanto. As Havaianas que não vão parar nesses coletores têm como destino final os aterros sanitários – quando, obviamente, não se perdem pelo caminho e acabam poluindo o meio ambiente. De acordo com um estudo da UnB (Universidade de Brasília), a borracha empregada nas sandálias – constituída de polímeros sintéticos obtidos a partir do petróleo – levam mais de 100 anos para se decompor. Portanto, os primeiros pares de Havaianas fabricados em 1962 ainda devem estar por aí.

Embora não divulgue os números, dá para se ter certeza de que pouquíssimas sandálias vão parar nessas caixas, porque o projeto concentra-se em São Paulo. São nove lojas na capital paulista e uma em Ubatuba (SP). A exceção é a loja de Paraty, no Rio de Janeiro (RJ).

A relação completa das lojas está no final dessa postagem. E talvez esse seja o único local onde você vai encontrá-la. Não adianta procurá-la no site da Havaianaswww.havaianas.com.br – nem no da Haiah – www.haiah.com.br – porque não tem nada neles. Ambos não trazem informações sobre esse projeto de logística reversa. Também fiz uma varredura na internet e não há nada a respeito.

A assessoria de imprensa da marca merece uma menção (nada) honrosa. Encaminhei as mesmas perguntas enviadas ao SAC e o conteúdo do primeiro e-mail que recebi não me ajudou em nada: “Desculpa pela demora na resposta, mas a Havaianas também desenvolve um projeto de logística reversa, em que o consumidor devolve suas Havaianas antigas nas lojas da marca e elas viram um tapete para playgound, que são doados a projetos sociais. Por enquanto, este projeto está nas lojas próprias e em mais vinte franquias”.

Perguntei então se eu poderia receber a relação de lojas e a resposta foi surpreendente: “A Havaianas não divulga esses dados.”. Estranho, né? Muito estranho, na verdade! Por que a marca não forneceria esse tipo de informação, que é fundamental para o funcionamento do programa de logística reversa? Você, leitor ou leitora deste blog, tire suas próprias conclusões, ok? E para piorar, o número de lojas passado pela assessoria de imprensa não bate com o do SAC, que garantiu que as onze lojas participantes do projeto são próprias e franquias.

Caso more ou esteja de passagem na capital paulista, em Ubatuba ou Paraty, é extremamente recomendado entrar em contato com as lojas antes de descartar seu par de Havaianas. Você corre o risco de perder a viagem, porque essa lista é de dezembro de 2017. Confesso que entrei em contato pela primeira vez com o SAC em novembro de 2017 e só consegui ir a uma das lojas descartar meu par de chinelos em abril de 2018.

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O texto da caixa-coletora é bonitinho e simpático, mas deixa muito a desejar

Atualmente os inúmeros modelos de sandálias de borracha são vendidos em mais de uma centena de países. São 520 lojas exclusivas, além das franqueadas, e aqui no Brasil já encontrei Havaianas com os mais variados tipos de estampas e combinações de cores em supermercados, lojas de material de construção e até postos de gasolina, só para citar alguns exemplos. A Alpargatas, empresa que detém a marca Havaianas, estima que 94% dos brasileiros têm ou já tiveram um par – como o slogan anunciava – das “legítimas” e contabiliza mais de quatro bilhões de pares vendidos dentro e fora do país.

Ao longo de mais de cinco décadas, Havaianas tornou-se praticamente sinônimo de chinelo. Os números são impressionantes, sem dúvida, e se pensarmos também na concorrência, a quantidade de sandálias de borracha que circulam ou já circularam por aí chega a cifras inimagináveis. No entanto, há, por parte da Havaianas, apenas 11 locais com caixas-coletoras para as sandálias que são encaminhadas à reciclagem. Além de o programa de logística reversa carecer de divulgação, obter informações não é uma tarefa fácil. Nesse quesito, ao invés de impressionar, a Havaianas decepciona e preocupa.

Mas mesmo se todas as sandálias de borracha – da Havaianas e da concorrência – fossem recicladas, não haveria espaço para tanto piso e tapete de borracha. Além disso, a reciclagem de qualquer material é um processo complexo que demanda recursos, energia e tempo, não sendo assim tão vantajoso para o meio ambiente.

Para encerrar, deixo uma reflexão:

Se cada um de nós tem dois pés, será que precisamos de mais de um par de chinelos?

E – agora para encerrar mesmo! – conforme prometido, lá vai a lista de lojas:

  • Havaianas Rua Eleonora Cintra
  • Havaianas Rua São Bento
  • Havaianas Rua Américo Brasiliense
  • Havaianas Rua 12 de Outubro
  • Havaianas Rua Gaivota
  • Havaianas Central Plaza Shopping
  • Havaianas Conjunto Nacional
  • Espaço Havaianas Rua Oscar Freire
  • Havaianas Shopping Jardim Sul
  • Havaianas Ubatuba (SP)
  • Havaianas Paraty (RJ)

Acesse o endereço e o contatos das lojas em www.havaianas.com/pt-br/nossas-lojas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como reduzir a quantidade de lixo na hora de lavar roupas

É super simples usar a lavadora de roupas e produzir menos lixo. Basta trocar o sabão em pó por sabão de côco em barra e ralá-lo. O vinagre de álcool entra no lugar do amaciante. E o bicarbonato de sódio substitui o tira-manchas que serve – como dizem por aí – para deixar as roupas brancas ainda mais brancas. Claro que a lavadora precisa de energia elétrica para funcionar, mas o objetivo aqui, como disse antes, é produzir menos lixo – da melhor forma possível.

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Testei uma série de receitas caseiras de sabão em pó e líquido, mas, embora todas sejam muito boas, não consegui me adaptar a nenhuma delas. Então resolvi dar uma chance ao bom e velho sabão de côco em barra, só que precisei ralá-lo, o que é bem simples. Depois que consegui acertar a quantidade, não o troco por nada. Eu já o usava para lavar louça. Até já publiquei a receita de detergente que tem dado super certo (clique aqui para conhecê-la). Adianto que você também vai precisar de bicarbonato de sódio – é, parece que ele está por toda a parte! – água e álcool. Sim, são apenas quatro ingredientes!!!

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O ralador já sofreu a ação do tempo, mas continua desempenhando muito bem sua função. Não há a necessidade de descarta-lo para comprar outro

Mas voltando às roupas, a máquina de lavar aqui em casa tem capacidade para 10 quilos e eu procuro enchê-la o máximo possível para evitar o desperdício de água e de energia elétrica, diminuindo assim a quantidade de lavagens. Uma barra de sabão rende de três a quatro lavagens e serve para roupas, lençóis, toalhas de banho etc.

Para cada lavagem, além do sabão de côco ralado, adiciono o vinagre de álcool – a medida é a do reservatório reservado ao amaciante. Para as roupas brancas, coloco duas colheres de chá de bicarbonato. Mas tanto a quantidade de bicarbonato de sódio quanto a de sabão podem variar dependendo do estado em que as roupas se encontram, ou seja, se estão mais ou menos sujas ou encardidas.

Só preste atenção na hora de comprar o vinagre de álcool. Leve para casa sempre o incolor porque há opções com corante que, obviamente, mancham as roupas.

Será que precisamos de produtos de limpeza vendidos como super eficientes e poderosíssimos, mas repletos de aditivos químicos extremamente nocivos para o meio ambiente e para nossa saúde? Eu acho que não. E você, o que acha?

Experimente ler o rótulo desses produtos à venda em qualquer supermercado e compare com o sabão de côco, o vinagre e de álcool e o bicarbonato de sódio. O bicarbonato de sódio é apenas bicarbonato de sódio, né? E melhor ainda, dá para comprá-lo à granel.

Embora o sabão de côco em barra e o vinagre de álcool sejam vendidos em embalagens, a quantidade de lixo, no final das contas, é bem menor do que se levássemos para casa os produtos de limpeza das prateleiras dos supermercados. Mas preste atenção na composição do sabão de côco, porque há marcas que vendem versões cheia de aditivos desnecessários. No caso do vinagre, o ideal seria comprá-lo à granel, mas enquanto isso não aparece por aqui, opte pelos frascos feitos com PET, que são recicláveis.

Ao longo do tempo percebi que esses produtos de limpeza super eficientes e poderosíssimos, além de serem prejudiciais ao meio ambiente e à nossa saúde, são extremamente agressivos para as roupas e as danificam rapidamente. E aí o que acontece? Bom, somos obrigados a comprar roupas novas para repor aquelas que já não servem mais. Não seria melhor aumentar a vida útil das roupas? Lembre-se que consumo exagerado é sinônimo de mais lixo circulando por aí!

Adidas suspende programa de reciclagem de calçados

Preciso descartar um par de tênis de corrida que já não serve mais para correr – obviamente! -, passear nem doar para quem precisa. Então fui a dois outlets da Adidas em São Paulo (SP) para depositá-lo na caixa do programa Pegada Sustentável, que destinava calçados de quaisquer marcas e modelos para a reciclagem. Eu disse destinava porque, infelizmente, a iniciativa não está mais disponível em nenhuma loja ou outlet da marca alemã das três listras na capital paulista ou em qualquer outra cidade do país.

Esse programa da Adidas era uma alternativa interessante para o descarte de tênis usados, pois os pontos de coleta de material reciclável não os aceitam e as cooperativas, por sua vez, não dispõem de tecnologia para separar os materiais – basicamente tecido sintético, plástico e borracha – e reutilizá-los.

Mas o que houve com o Pegada Sustentável? A assessoria de imprensa da marca informou que o programa foi suspenso porque “a adesão estava muito baixa”, ou seja, pouca gente ia às lojas e outlets para entregar os calçados que já não tinham mais serventia.

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Tchau, Pegada Sustentável! Foi bom enquanto durou!!!

A assessoria de imprensa também contou que a marca não mediu esforços para divulgar a iniciativa, mas pouquíssimos veículos de comunicação se interessaram no assunto. Uma das exceções foi este blog! Há mais ou menos um ano expliquei em detalhes como o programa funcionava (clique aqui para ler o post).

Achei estranha essa justificativa da baixa adesão porque todas as vezes em que precisei descartar meus pares de tênis, as caixas estavam cheias até a tampa. Só que como não tive acesso a números, resultados estatísticas ou qualquer outra informação desse tipo, não cabe aqui especular o que poderia ou deixou de ser feito.

No entanto, a afirmação “a adesão estava muito baixa”, para mim, é preocupante. Imagino que uma infinidade de tênis acabam pendurados em fios de eletricidade por aí ou vão parar nos aterros sanitários, caso se percam no meio do caminho. E, como já disse antes, calçados são feitos de tecidos sintéticos, plástico e borracha, materiais que levam centenas de anos para se decompor e causam danos ao meio-ambiente.

Embora a assessoria de imprensa da Adidas também tenha dito que o Pegada Sustentável  volte no futuro, só me resta encontrar uma alternativa para descartar meus velhos tênis de corrida. Esse futuro é um tempo muito incerto, infelizmente, mas espero dar boas notícias em breve…

Ressalto que, com ou sem programa de reciclagem, vale a pena consumir tênis ou qualquer outra coisa de forma consciente. A reciclagem é um processo caro e complexo! Antes de pensar em reciclar aplique a fórmula 4R + C = Desperdício Zero, na qual, as letras R, representam, nesta ordem e sempre nesta ordem, Recusar (aquilo que você não precisa e pode virar lixo), Reduzir (aquilo que você precisa e está em excesso), Reutilizar (aquilo que for possível reutilizar) e Reciclar (aquilo que você não pode recusar, reduzir e reutilizar, mas precisou comprar). A letra C se refere a Compostar (aquilo que sobra e é compostável).

 

Pra que comprar roupa nova?

Emagreci dez quilos nos últimos meses e minhas roupas, obviamente, ficaram extremamente folgadas, com aquele aspecto de que – perdão! – o “defunto era maior”. Antes de me desesperar, já que as opções ficaram reduzidas, e sair por aí comprando tudo novo, respirei fundo e apliquei a fórmula 4R + C = Desperdício Zero, na qual, as letras R, representam, nesta ordem e sempre nesta ordem, Recusar (aquilo que você não precisa e pode virar lixo), Reduzir (aquilo que você precisa e está em excesso), Reutilizar (aquilo que for possível reutilizar) e Reciclar (aquilo que você não pode recusar, reduzir e reutilizar, mas precisou comprar). A letra C se refere a Compostar (aquilo que sobra e é compostável).

Mas o que isso tem a ver com roupas? Simples! Recorri ao R de Reutilizar. Sim, reutilizar aquilo que já tinha, mas precisava de ajustes. Para camisas e calças, contei com a ajuda de um alfaiate que atende aqui no bairro e desempenha essa função com maestria há mais de 40 anos. Bermudas e camisetas seguiram para os cuidados de uma costureira também aqui do bairro. E você, caro leitor ou cara leitora, procure aí onde você mora um uma alfaiataria ou uma oficina de costura e também dê nova vida às suas roupas que ainda estão em bom estado. Sempre procuro os serviços de profissionais, porque, infelizmente, não tenho aptidão nenhuma com agulha e linha. Mas caso saiba costurar, mãos à obra!!!

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Com essas atitudes, tanto eu quanto você, conseguimos fugir do fast fashion. A tradução literal desse termo é “moda rápida”, mas eu entendo essa tendência como “moda descartável”. E tudo que é descartável deve ser recusado, pois vira lixo em um piscar de olhos. Antes de comprar aquela camiseta baratinha pare para pensar onde, como e quem a produziu. Veja se realmente essa peça de roupa tem qualidade e poderá durar muitas estações. Reflita também sobre os impactos ambientais decorrentes de sua produção. Afirmo, sem medo de errar, que o barato sai muito caro tanto para nós como para o meio ambiente!!!

Se você leu esta postagem até o final, pode estar se perguntando por que eu perdi dez quilos, né? Caso tenha interesse em saber, estou treinando para a maratona de Porto Alegre, que acontecerá em junho e correr, sem dúvida, emagrece.